Nossa Pauta

Programa Estatégico de Sistemas Espaciais em Pauta

 

IEAv realiza 8º Simpósio de Sensoriamento Remoto de Aplicações em Defesa
 


 

Por Shirley Marciano

 

O Instituto de Estudos Avançados - IEAv, órgão vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, realizou, de 5 a 8 de novembro, o Simpósio de Aplicações em Defesa - SERFA, com o tema: “Caminhos para consolidar o segmento espacial no âmbito da Defesa”. O evento aconteceu em São José dos Campos, no IEAv.

Nesta 8ª edição, contou com a participação especial da Comissão Coordenadora de Implantação de Sistemas Espaciais, com o Centro de Operações Espaciais e a Divisão de Inteligência , ambos do Comando de Operações Aeroespaciais, refletindo a abrangência e a importância das Tecnologias de Sensoriamento Remoto no âmbito da Defesa Nacional.

A intenção dos organizadores foi discutir tópicos do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais - PESE, relacionados a novas tecnologias espaciais (ex.: aplicações de micro, nano e pico satélites), e como isto poder contribuir para o desenvolvimento da indústria nacional. O objetivo foi criar uma oportunidade de aproximação entre a academia, órgãos do governo e empresas que atuam na área de defesa. Este tema está alinhado à Estratégia Nacional de Defesa e às diretrizes e concepções estratégicas do Comando da Aeronáutica.

Além do tema central, foram também abordados os assuntos que seguem:

- Sensoriamento Remoto em operações multidomínios (terra, mar, ar, espaço e cyber espaço);

- Caracterização espectral de alvos e de sensores;

- Fusão de dados a partir de imagens de sensoriamento remoto;

- Aplicações operacionais com imagens SAR, Hiperespectrais e LIDAR; e

- Processamento de imagens em tempo real com alto desempenho.

Em 2018, o SERFA permaneceu com o formato de sua edição anterior: estrutura composta de painéis, apresentações de estudos de caso com abordagem científica, workshops, fóruns para discussões e networking.

“Minha avaliação até o momento [06/11] é que está sendo um sucesso. Está saindo como a gente propôs que acontecesse. Tem representantes da academia, do governo, das forças armadas, das indústrias e das empresas. A gente encerrou as inscrições com uma semana de antecedência e com mais de 400 inscritos. Hoje, nós temos aqui oficiais-generais das três forças [Exército, Marinha e Aeronáutica]. Isso é um grande reconhecimento.

O evento é importante e relevante pelo assunto que está sendo tratado, que é a área de espaço, a qual está cada vez mais sendo tratada como estratégica. Destaco também que a importância se eleva pelo próprio IEAv, que é o grande coordenador das ações, que tem o protagonismo e consegue coordenar um evento dessa magnitude. Não estamos discutindo os pontos atuais e sim o futuro do programa espacial, pois essa é vocação do IEAv. É isso que a gente espera nos próximos dias. É estar discutindo essas questões”, explica o diretor do IEAv, Cel Lester de Abreu Faria.

Ele também destacou a importância do sensoriamento remoto para o Brasil.

“O sensoriamento remoto para nosso país é fundamental. Ele vem com uma série de atividades. Hoje, no Brasil, que possui dimensões continentais, não temos braços e energia para estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Então, por que não usar tecnologias, ferramentas e algoritmos computacionais para fechar algum gap de monitoramento. Quando eu falo do espaço, do sistema óptico, falo de uma disponibilização banda larga.

Tudo vem no apoio à soberania, que a gente quer ter sobre o país, resguardar nossas fronteiras e proporcionar um bem-estar social para nossa população. Não só nos bons momentos de convívio natural das pessoas, mas também quando houver alguma calamidade, algum resgate que precisar ser feito. O sensoriamento está presente em todas essas ações”, diz o Cel Lester.

De uma forma bem simples, o organizador do SERFA, Major Aviador Rafael Lemos Paes, explica o que é sensoriamento remoto, para que serve e como pode ser utilizado.

“O sensoriamento remoto pode ser utilizado para observação do espaço profundo - como faz a National Aeronautics and Space Administration - Nasa, através do satélite Hubble, para verificar estrelas, buracos negros - quando voltamos esses sensores para a Terra e aí passa a se chamar 'observação da Terra', e ele pode ter uso tanto civil quanto militar. - E nessa área que nos encontramos.

Tudo o que nós pensamos que vai proteger a nossa sociedade de algum modo ou que vai agregar valor ao serviço prestado por uma empresa ou por uma instituição, que vai proporcionar algum tipo de crescimento, podemos considerar que é algo de nosso interesse, e é de defesa. Pode ser um problema climático ou de proteção da população, como a questão do narcotráfico”, explica.

Para o presidente do SindCT, Ivanil Elisiário Barbosa “esse tipo de evento é necessário para promover uma troca de ideias, com a finalidade de criar sinergia entre as partes. É algo que deveria acontecer com todas as áreas de Ciência e Tecnologia e, sobretudo, com o setor aeroespacial”.

O evento foi aberto ao público e as inscrições foram realizadas pelo site do IEAv.

 

Compartilhe
Share this