Semana de Ciência e Tecnologia no Parque Vicentina Aranha atrai jovens e crianças

300 Estudantes participam de evento no parque

Shirley Marciano

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - SNCT, que acontece todos os anos e é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, também promoveu atividades no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, no dia 18 de outubro. O objetivo foi atrair todos os públicos, mas, em especial, estudantes de ensino fundamental e médio. O evento teve participação de cerca de 300 jovens, durante toda a tarde.

Dentre as diversas atividades, a Roda de Conversa tratou do tema “Ciência para redução das desigualdades”. O público presente também pôde participar do Sarau Ciência  & Arte para Redução das Desigualdades e Vulnerabilidades, além da mostra científica das escolas e da mostra de vídeos com roda de conversa.

Durante o evento também foram realizadas exposições do Instituto de Pesquisas Espaciais - INPE, que levou modelos dos satélites CBERS, Tancredo-1 (microssatélite) e SCD. No local, era possível aprender um pouco mais através das várias bancas com temas específicos, nas quais maquetes ou elementos demonstrativos explicavam os temas, como ciência, meio ambiente e redução de desastres socioambientais.

Por fim, uma palestra para aguçar a curiosidade dos jovens: “O que são os buracos negros?”.

As exposições eram monitoradas por especialistas e professoras, para explicar e ajudar a ampliar o conhecimento dos participantes.

“Temos aqui diversas instituições, através do INPE e do Cemaden, principalmente. Também temos várias universidades, como a Unifesp, além de muitas escolas. No Vicentina Aranha, existe um evento permanente que se chama Ciência no Parque, que é um projeto que visa ter uma exposição e várias atividades para incentivar a Ciência.

Hoje é um dia especial porque é um evento que compõe a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. É bom sempre frisar que os eventos são realizados por voluntários. Trazemos vários experimentos montados, que na sua maioria são interativos, para que os visitantes possam interagir com os equipamentos.

A ideia é motivar um pouquinho mais os estudantes para essa prática da Ciência. Hoje, por causa da semana de tecnologia, temos experimentos dos alunos também”, explica Roberto Antonio Stempniak, professor de Física aposentado e um dos organizadores do evento.

As crianças, de fato, estavam interessadas. Elas cercavam as mesas que continham os experimentos para entender o que era aquela tecnologia. A parte socioambiental foi também uma das mesas mais rodeadas pelos jovens estudantes.

No momento em que a reportagem do Jornal do SindCT estava no local, estava acontecendo uma palestra bem interativa sobre a questão do trato dos resíduos e seus descartes. Sabemos que não é fácil colocar uma classe para prestar atenção numa aula, ainda mais quando há várias outras coisas para chamar a atenção, mas estavam todos sentados e atentos.

Uma das mesas que chamava a atenção de imediato era a da impressora em 3D, algo que impressiona bastante. E o mais interessante é a finalidade desse equipamento, como explica a professora Maria Elizete Kunkel: “eu trabalho com a impressão 3D. Hoje, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, estamos divulgando vários de nossos projetos que utilizam impressão 3D.

Agora, por exemplo, estamos imprimindo, em material plástico, uma prótese para mãos que pode ser usada por crianças, que tiveram uma amputação de mão. E é o único modelo de prótese que pode ser usado por crianças, porque, por incrível que pareça, não existem próteses comerciais para crianças, somente para adultos.

É uma tecnologia inovadora, que vai trazer solução para uma situação atual, para melhorar a vida de uma criança. Nós temos também várias outras próteses, para substituir outras partes do corpo humano, também utilizando impressão em 3D”, explica a docente de Engenharia Biomédica na Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.

A Ciência e Tecnologia ainda é algo muito distante da maioria das pessoas. Então, esses eventos têm o objetivo de atrair jovens e adultos para conhecer e, quem sabe, querer aprofundar sobre esses assuntos. Embora seja apenas uma semana de evento, o mês de outubro foi recheado de atividades em todo o Brasil. No total, 250 municípios tiveram atividades cadastradas, com a participação de 1384 instituições em 7765 atividades, de acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação.

“Considero de suma importância o engajamento da juventude nessa área tão importante para nosso país. Os jovens estudantes têm que aproveitar para saber que temos produzido muita tecnologia no Brasil, e eles serão os nossos futuros pesquisadores-cientistas”, comenta Ivanil Elisiário Barbosa, presidente do SindCT.

É bom lembrar que para a escola receber algum evento do INPE, é necessário ficar atenta à agenda do evento, pelo menos, um mês antes, acessando o site:   www.inpe.br.

 

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