SindCT elegerá nova diretoria em setembro

ELEIÇÃO TERÁ CHAPA ÚNICA, “LUTAR E RECONSTRUIR”

Antonio Biondi e

Napoleão de Almeida

Perda salarial acumulada dos servidores do setor de C&T, desde 2009, é de 30%. Reposição vai depender de muita luta, adverte o presidente do sindicato, Ivanil Elisiário Barbosa, candidato à reeleição. Nome de consenso para um novo triênio à frente do SindCT, Ivanil Elisiário Barbosa estará na cabeça da chapa única apresentada na eleição para a gestão 2017-2020 do sindicato, a ser realizada em setembro próximo.

Buscando aproximação e diálogo com os filiados, o atual presidente, em conversa com o Jornal do SindCT, comentou as últimas conquistas e lutas do SindCT, num dos períodos mais conturbados da Ciência e Tecnologia brasileiras, convivendo com o sucateamento dos institutos públicos e os cortes de gastos. Ivanil lembrou da briga por melhorias salariais que data da década passada, e que só recentemente resultou na conquista de uma pequena correção.

“Temos que priorizar essa defesa. Em 2008 e 2009 tivemos uma atualização salarial que terminou em julho. De lá até 2012, acumulamos 23,16% de perdas inflacionárias. Entre 2013 e 2015 foram 5% de reajuste em cada janeiro, que contra a inflação não foram suficientes — e a perda passou para 32,5%”, relembrou. Ele reforça a necessidade do combate pela reposição salarial: “Obviamente não conseguimos recompor essa perda e acabamos tendo 5,5% de reajuste em 2016 e 5% em janeiro de 2017.

Esses 10,5% ganharam da inflação e nós diminuímos a perda para 30%. Isso fazendo uma previsão de orçamento de 2017 de 4%. A inflação pode ser inferior a 3%”, disse, com algum otimismo, mas sem perder o foco na luta: “A gente tem perdas salariais acumuladas, de 2009 para cá, de 30%”.

À frente do SindCT há duas gestões, Ivanil sabe que há muito a ser feito, mas que isso só será possível com um engajamento maior dos associados e o surgimento de novas lideranças. “Nós temos que encarar fortemente o desafio de suscitar novas lideranças entre os filiados. Desde a gestão anterior temos um programa de estabelecimento de conselho de representantes nas instituições”, explica:

“Seria como um delegado sindical, mas o que a gente coloca é além: é semear esses representantes nas estruturas dos institutos para criar uma rede de comunicação, para que possamos circular informações do sindicato para a base e trazer da base os seus anseios, a participação nos trabalhos”, projeta. Entre os planos futuros, está o de inaugurar um congresso anual da categoria nos espaços que eram das assembleias. “Estão muito vazias em participação. Entramos naquela situação em que Maomé terá que ir até a montanha, porque a montanha não vem de jeito algum”, brinca, encarando esse desafio como uma oportunidade de manter uma relação mais estreita com a categoria.

“Vamos produzir eventos de atratividade, com mesas redondas, debates, simpósios, seminários, para chamar a comunidade a discutir as várias temáticas e chamar o povo a dizer o que pensa”. Para Ivanil, o ‘guia’ da nova gestão está claro: “Uma grande autocrítica. A gente pretende mexer com tudo isso”. 2.900 aptos a votar.

A eleição para o SindCT será nos dias 11, 12 e 13 de setembro e estão aptos a votar cerca de 2.900 filiados com mais de um ano de contribuição sindical regular, em votações a se realizarem na sede do SindCT ou nas urnas itinerantes que circularão pelas unidades laborais das cidades de São José dos Campos e Cachoeira Paulista. Os eleitores aposentados, pensionistas e os servidores ativos lotados nas demais localidades poderão votar remotamente através dos Correios.

Todas as votações ocorrerão entre 9 horas e 17 horas. Apenas uma chapa, “Lutar e Reconstruir”, inscreveu-se até a data-limite, 14 de julho. A gestão terá três anos de mandato a partir da posse, que ocorre em 10 de outubro. Para que ocorra a vitória da chapa, mesmo única, é preciso o comparecimento de pelo menos um terço dos filiados. Para identificação do eleitor são aceitas as carteiras de trabalho e previdência social, de identidade ou motorista, a do sindicato ou o certificado de sindicalização, carteira funcional da empresa com foto ou de entidade de classe com validade.

Chapa 1: “Lutar e Reconstruir”
Diretoria Executiva:
Presidente: Ivanil Elisiário Barbosa (DCTA)
Vice Presidente: Fernando Morais Santos (INPE)
Secretário Administrativo: Lais Maria Resende
Mallaco (DCTA)
1º Secretário de Finanças: Luiz Elias Barbosa (INPE)
2º Secretário de Finanças: Geraldo Orlando Mendes
(INPE)
Secretário Jurídico e de Saúde do Trabalhador:
Francisco Rimoli Conde (INPE)
Secretário de Aposentados: José Ailson Rosa (DCTA)
Secretário de Comunicação e Cultura: Acioli Antonio
de Olivo (INPE)
Secretário de Formação Sindical: Solon Venancio de
Carvalho (INPE)
Suplente: Heitor Patire Junior (INPE)
Suplente: Manuel Martinez Gamallo (DCTA)
Conselho Fiscal:
Titular: Edmilson Ribeiro da Silva (DCTA)
Titular: Algacyr Morgenstern Junior (DCTA)
Titular: Kledermon Garcia (DCTA)
Suplente: Neusa Maria do Carmo (INPE)

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