Nossa Pauta

 

 

SindCT completa 30 anos de luta em defesa dos servidores do DCTA, INPE, Cemaden e AEB

 

O Sindicato Nacional dos
Servidores Públicos
Federais na Área de
Ciência e Tecnologia do
Setor Aeroespacial –
SindCT completa 30
anos de luta neste mês.
Em junho, foi realizada a
festa em comemoração à
sua fundação.

 

Por Fernanda Soares
 

O SindCT foi fundado em 30 de agosto de 1989 com o nome de Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia no Vale do Paraíba, pois a extensão territorial abrangia apenas as cidades de São José dos Campos e Cachoeira Paulista.

A história da criação do SindCT começou alguns anos antes, em 1985. Um grupo de trabalhadores do INPE criou a Cofinpe – Comissão de Funcionários do INPE, pois a legislação da época proibia a associação sindical para funcionários públicos.

O ambiente do país estava em ebulição, era ainda o momento da abertura democrática, com a grande luta pelas Diretas Já. Em 1988, a promulgação da nova Constituição garantiu aos servidores públicos o direito de se organizar oficialmente em Sindicatos. Desta forma, em 1989 foi constituída a Comissão Pró-Sindicato.

Em agosto ocorreu a Assembleia de criação do SindCT e foi eleita a Diretoria Provisória. No dia 30 de agosto de 1989, às 19 horas e 30 minutos, na sede da OAB de São José dos Campos, teve início a Assembleia de fundação do SindCT.

No discurso aos servidores que testemunhavam o nascimento do SindCT, Sérgio Rosim, eleito o primeiro presidente, destacou uma vocação do sindicato que era fundado: além de defender os interesses dos servidores federais na área de C&T, ser um fórum de debate de atividades ligadas à Ciência e Tecnologia. Embora cientes da luta que se prenunciava, dificilmente alguém ali presente tinha a exata dimensão do seu significado naquele momento.

O registro de entidade sindical foi obtido pelo SindCT em 12 de março de 1990, representando oficialmente os Servidores do Setor de Ciência e Tecnologia da Administração Pública Direta, Indireta ou Autárquica.

O ano de 1990 é o primeiro da fatídica gestão de Fernando Collor. Nesse ano ocorre a demissão de mais de cento e dez mil servidores federais e acontece a primeira greve dos servidores do INPE e do DCTA, que durou 29 dias, contando com a adesão maciça dos servidores.

Desde então, a luta dos servidores do INPE e DCTA se intensificou em busca de um plano de carreiras e de melhores condições de trabalho.

Em 1996, pioneiro na área de tecnologia, o SindCT passou a utilizar internet na distribuição das publicações e se tornou referência nacional em informações para as entidades da área.

Em 2000, conquistou sua sede própria, uma casa na rua Santa Clara, que foi reformada para atender seus sindicalizados.

Em abril de 2011, o SindCT amplia sua base territorial e passa a atuar em todo o país, se tornando o Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial, passando a representar também os servidores lotados na AEB e no recém-criado Cemaden, e garantindo seu lugar na mesa de negociações com o governo federal.

Investindo na área de comunicação, além de seu site e redes sociais, o SindCT criou um jornal mensal, uma rádio web, uma TV web e um programa de televisão em parceria com a TVT e com a TV Comunitária de São José dos Campos, Canal Plural. Em todos os seus meios de comunicação, o SindCT está de portas abertas para movimentos sociais e sindicatos da região.

Em junho, o SindCT realizou uma grande festa para seus sindicalizados para comemorar seus 30 anos de existência. Relembramos nossas principais conquistas, como os reajustes salariais e gratificações. Porém, a jornada de lutas do sindicato está cada vez mais dura.

Atualmente o SindCT luta pela revitalização da Ciência e Tecnologia em todo país. A necessidade de mais investimentos para a área, que teve seu pior orçamento congelado para os próximos 20 anos (devido à Emenda Constitucional 95), é notado através das notícias relatando o risco de fechamento de importantes instituições de pesquisa no Brasil. Além disso, a falta de servidores nas instituições precariza o serviço oferecido para a população. Nos institutos que o SindCT representa, a falta de mão de obra vem sendo denunciada desde 2009. Somando-se à falta de reposição de pessoal, a possível Reforma da Previdência gerou uma corrida à aposentadoria, o que está colocando todas as instituições de pesquisa em situação de colapso irreversível.

“Os problemas se entrelaçam e contribuem para agravar a situação. Houve poucos concursos e poucas vagas foram preenchidas. Os gestores, pressionados pelas necessidades operacionais, acabaram priorizando a contratação de tecnologistas em detrimento de pesquisadores e gestores. Isto levou à carência de profissionais em instituições como o DCTA e o INPE, gerando morte por inanição. As instituições da área de ciência e tecnologia estão doentes. Precisam de tratamento, mas com especialistas que tragam soluções definitivas e não paliativas”, diz o presidente do SindCT, Ivanil E. Barbosa.

 

 

 

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