Desbloqueio de recursos do MEC exclui ITA e Inpe no Vale

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O Vale, 2 de outubro de 2019

 

Duas instituições de ensino com unidades no Vale do Paraíba serão contempladas com parte do recurso de R$ 1,15 bilhão descontingenciado pelo MEC (Ministério da Educação), que deixou de fora o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), duas das melhores instituições de ensino e pesquisa do país.

Do total de R$ 1,99 bilhão que serão gastos pelo MEC, 58% vão para universidades e institutos federais.

O valor cobrirá despesas de custeio como água, energia elétrica, aquisição de materiais de consumo e outras prestações de serviço.

O MEC havia sido a pasta mais afetada, no governo federal, com bloqueios de verba da ordem de R$ 5,8 bilhões.

Com o descontingenciamento, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a verba bloqueada das universidades cairá de 30% para 15%. Ele disse também que os R$ 3,8 bilhões que ainda estão contingenciados poderão ser liberados até o fim do ano.

SÃO PAULO.

O MEC informou que, no estado de São Paulo, serão beneficiadas quatro instituições, duas delas com unidades na região: Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e IF (Instituto Federal) de São Paulo.

Com campus em São José dos Campos, a Unifesp receberá R$ 11,8 milhões do valor descontingenciado. Não há informações de quanto desse recurso será aplicado na unidade de São José, que deve cobrir gastos de custeio.

O mesmo deve ocorrer com as quatro unidades do Vale do Instituto Federal de São Paulo, em São José dos Campos, Jacareí, Campos do Jordão e Caraguatatuba. A instituição receberá R$ 16,9 milhões.

 

Também não há detalhes sobre os repasses específicos para a região.

Além da Unifesp e do IF, o MEC irá repassar recursos para a Fundação Universidade Federal de São Carlos e a Fundação Universidade Federal do ABC, no estado de São Paulo.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Weintraub disse que o descontingenciamento mostra que tudo corre dentro do planejado e demonstra que o MEC não realizou cortes.

"A liberação de recursos é fruto da boa gestão. Não houve cortes em hospitais universitários, não faltou alimentação no bandejão e nenhuma universidade parou", afirmou.

O ministro também ressaltou que a liberação mostra como o governo cumpre a palavra.

"Gostaria de destacar o trabalho do Ministério da Economia e da Casa Civil".

RapNet SindCT

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