Desmatamento sobe 8,5% na Amazônia, aponta Inpe

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Da redação @jornalovale | @jornalovale

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou desmatamento de 7.536 quilômetros quadrados na Amazônia em um ano, de acordo com dados do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite).

O total de floresta cortada foi detectado durante o período de agosto de 2017 a julho de 2018. O resultado indica um acréscimo de 8,5% em relação ao período anterior, ano em que foram apurados 6.947 km² de desmatamento.

Os dados vêm a público logo após o G20, o grupo dos 20 países mais ricos do mundo, pressionarem o Brasil a não reduzir o combate ao desmatamento da Amazônia.

O assunto foi até mesmo pauta de imposição para fechar acordo comercial entre países europeus e o Mercosul.

HISTÓRIA.

A boa notícia é que a área desmatada em 2018 representa redução de 73% em relação aos cortes registrados em 2004, quando o governo federal lançou o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o Inpe, o mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat, Cbers (em parceria com a China)e ResourceSat para cartografar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares.

O Prodes considera como desmatamento por corte raso a remoção completa da cobertura florestal primária, independentemente da futura utilização destas áreas.

A taxa consolidada para 2018 foi obtida após o mapeamento de 215 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI.

ESTADOS.

O Pará foi o estado com a maior área desmatada no ano passado, alcançando 2.744 km², 36,4% do total apurado pelo Prodes. Mato Grosso vem em seguida, com 1.490 km², e depois Rondônia, com 1.316 km².

O estado do Amazonas tem 1.045 km².

Dos nove estados da Amazônia Legal, área coberta pela análise do Inpe, cinco aumentaram o desmatamento em 2018 na comparação com o ano anterior, destaque negativo para o Acre, com 73% de alta.

Dos maiores desmatadores, o Pará registrou crescimento de 13% (2.433 para 2.744 km²) e Rondônia 6% (1.243 para 1.316 km²). Já o Mato Grosso recuou 5% (1.561 para 1.490 km²)

Segundo o Inpe, o mapeamento sistemático da Amazônia Legal é feito desde 1988. A série histórica é usada pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento.

OPERAÇÃO.

Em junho, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) iniciou megaoperação de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, com ações de combate em sete estados e mobilizando 165 agentes ambientais federais, 125 policiais militares e civis, 85 carros e quatro helicópteros.

Segundo o órgão, o objetivo foi "esquadrinhar as regiões com maior concentração de ilícitos para conter a expansão dos danos ambientais".

Instituto faz análise do desmatamento da floresta desde 1988 com satélites

Por meio do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), o Inpe faz o mapeamento sistemático da Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região. A série histórica é usada pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas.

 

 

Amazônia. Intensidade do desmatamento na região amazônica aumento, de acordo com dados do Inpe

Foto: /Divulgação

Dados do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) mostram que área desmatada aumentou de 6.947 km² para 7.536 km² em um ano

 

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