Professor e pesquisador do ITA assume o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

in Clipping

O Vale, 30 de janeiro de 2019

 

O professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) João Luiz Filgueiras de Azevedo foi nomeado presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Atualmente, ele é pesquisador em Engenharia Mecânica na instituição sediada em São José dos Campos.

É o terceiro nome ligado à cidade que assume um posto no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Antes de Filgueiras, o ex-diretor da Fatec de São José dos Campos, Luiz Antonio Tozi, foi nomeado secretário-executivo do Ministério da Educação.

O reitor do ITA, Anderson Ribeiro Correia, assumiu a presidência da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Filgueiras e Correia têm a mesma origem acadêmica do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, um dos primeiros a ser anunciado na equipe de Bolsonaro.

Azevedo é pesquisador titular do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José. Ele formou-se no ITA em 1981, em Engenharia Aeronáutica. Também tem mestrado e doutorado na Universidade Stanford, dos Estados Unidos.

Ele ainda foi diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB (Agência Espacial Brasileira), de 2004 a 2008, e vice-diretor técnico da Empresa Binacional Alcantara Cyclone Space, de 2008 a 2009.

Filgueiras foi um dos nomes da lista tríplice para reitor do ITA, ao lado dos professores Ricardo Galvão e Anderson Ribeiro Correia, que acabou sendo escolhido para o cargo.

DIFICULDADES.

À frente do CNPq, que é a principal agência de fomento à pesquisa científica no país, Filgueiras vai encontrar dificuldades financeiras.

No ano passado, o então presidente, Mario Neto Borges, divulgou uma carta criticando os cortes no orçamento da instituição. "A ciência brasileira está em risco", disse ele.

"Se, em 2018, o CNPq pôde contar com recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão, em 2019 a previsão de R$ 800 milhões poderá limitar ações diversas como o lançamento de editais de pesquisa, contratações de novos projetos e outras iniciativas. Uma perda da ordem de R$ 400 milhões", completou Borges, exonerado do cargo em 15 de janeiro..

RapNet SindCT

Cadastre-se e receba as rapidinhas por email

Redes Sociais

             

Diagnóstico da C&T