Pesquisa do INPE explica seca na Amazônia em 2005

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INPE, 26 de fevereiro de 2008 Uma das piores secas registradas na Amazônia, em 2005, foi causada pelo aumento da temperatura no oceano Atlântico, que pode estar relacionado ao aquecimento global. O Dr. José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), analisou registros climáticos e hidrológicos e concluiu que a seca de 2005 não foi associada ao El Niño, e sim ao aquecimento do oceano Atlântico tropical Norte. Depois de observar a correlação entre a temperatura da superfície do mar e a precipitação na Amazônia, o pesquisador do INPE confirmou que a seca de 2005 não estava ligada ao El Niño, como a maioria das anteriores, mas ao aquecimento das águas do Atlântico Norte Tropical. Este aquecimento tem sido identificado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (NCAR) como parte da tendência de aquecimento global, que foi de 0.7 ºC nos últimos 50 anos no Atlântico tropical Norte. Segundo o pesquisador Carlos Nobre, também do INPE, naquele ano o El Niño afetou mais o oceano Pacífico Tropical. Além disso, raramente o El Niño afeta o sudoeste da Amazônia, a região mais atingida. "A idéia de seca durante episódios de El Niño não é sempre correta. Durante o El Niño a estiagem é mais sobre a região central e oriental da Amazônia, como foi o caso das secas de 1926, 1983 e 1998. A seca de 2005 foi semelhante à de 1964, quando também não esteve relacionada ao El Niño", explica. Os estudos de modelos climáticos prevêem o contínuo aquecimento do oceano devido ao aumento das emissões de gases de efeito estufa. "A temperatura no Atlântico Tropical Norte foi das mais quentes em 2005 e a análise meteorológica mostra que isso criou um sistema de baixa pressão sobre aquela região oceânica. Essa baixa pressão mudou o vento ao longo dos trópicos e o resultado foi a queda da nebulosidade e das chuvas", explica o Dr. Marengo. As conclusões da pesquisa liderada pelo Dr. José Marengo foram destaque na "Philosophical Transactions", revista científica da Royal Society, uma das mais respeitadas instituições científicas do mundo. Confira em http://news.mongabay.com/2008/0220-marengo_amazon.html

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